Se for possível me expressar nos seguinte termos, ponho: a sociologia enquanto forma de conhecimento do mundo social - como Geistwissenschaft - tem como princípio explicativo geral o primado da relação social contra a aparência individualista que a existência dos corpos individuais retifica. Para além de uma defesa de um idealismo transcendental que reconhece na intersubjetividade, no fato de que o outro é um outro eu e é por essa relação com o alter que o ego pode se formar, o social e com isso oblitera a existência da relação social mesmo na ausência do eu em seu modo individuado (E. Benveniste e outros linguistas e antropologos descobriram múltiplos povos que não possuíam o pronome da primeira pessoa do singular, forma linguística que ao enunciar realiza um ato generificante que permite que (como dizia Hegel): "o espírito reconheça a si mesmo"), gostaria de propor uma breve reflexão calcada nesse descentramento sociológico que faz da relação e, por consequência, da exte...