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Mostrando postagens de novembro, 2024

Bourdieu. Um banco de dados. Uma esfinge

Se for possível me expressar nos seguinte termos, ponho: a sociologia enquanto forma de conhecimento do mundo social - como Geistwissenschaft - tem como princípio explicativo geral o primado da relação social contra a aparência individualista que a existência dos corpos individuais retifica. Para além de uma defesa de um idealismo transcendental que reconhece na intersubjetividade, no fato de que o outro é um outro eu e é por essa relação com o alter  que o ego  pode se formar, o social e com isso oblitera a existência da relação social mesmo na ausência do eu em seu modo individuado (E. Benveniste e outros linguistas e antropologos descobriram múltiplos povos que não possuíam o pronome da primeira pessoa do singular, forma linguística que ao enunciar realiza um ato generificante que permite que (como dizia Hegel): "o espírito reconheça a si mesmo"), gostaria de propor uma breve reflexão calcada nesse descentramento sociológico que faz da relação e, por consequência, da exte...

Banco de referências continuamente alimentado para o estudo de análises de correspondência múltipla (ACM) e de análise geométrica de dados (AGD).

Referências que trazem exemplos e explicações sobre seu uso, suas implicações filosóficas e diferenças com outros métodos estatísticos. 1." Ainda que não haja regra precisa para definir o número de casos e que pesquisas conhecidas tenham sido feitas com baixos efetivos – vide Bourdieu (1999) –, existem controvérsias a esse respeito, sobretudo dada a discussão acerca do efeito de baixos efetivos de respondentes por modalidades na criação de distorções, tema que será abordado adiante. Com o objetivo de minimizar tais distorções, Giovanni Di Franco (2016), por exemplo, propõe que o número mínimo de casos seja definido em função do número de modalidades ativas, com a sugestão de adoção de vinte casos para cada modalidade ativa... Cabe ressaltar que a interpretação oferecida pelas ACMs é essencialmente decorrente da descrição e interpretação dos mapas e tem por princípio a não atribuição de independência a variáveis, por julgar os fenômenos da vida social como comp...

Resenha de Norbert Elias: A peregrinação de Watteau para ilha do amor. Companhia das Letras, 2005.

A análise de Norbert Elias no ensaio A peregrinação de Watteau para ilha do amor (2005[1983]), dividida em três partes, passa da descrição da tela em seus pormenores; a sua relação com o antigo regime francês e a entrada de A. Watteau na academia de artes concomitante a elaboração da utopia coletiva da nobreza que idealizava uma ilha de amor; até a recepção da obra na sociedade francesa pós-revolucionária, que já não mais se encontrava sobre o domínio da nobreza (Luís XIV, analisado na Sociedade de Corte ) e que via surgir um “campo artístico”, mercado de produtores para produtores, onde os princípios de avaliação estéticos não eram mais dependentes diretamente do gosto do público/mecenas leigo. Nessa atmosfera, vale a ênfase em características psicossociais que Elias tangencia como próprio a Watteau e que talvez não tenha sido mais explorado por falta de dados(?). De todo modo, já na análise "iconográfica" da primeira parte do ensaio não deixa de transparecer em sua lenta de...

Representações sinópticas de mecanismos sociais. Excerto de obras

Bourdieu. Esquema usado também em Teoria da Religião de M. Weber. Wacquant. Resolver o problema da raça. Sadiya Akram. Bourdieu, Habitus and Field. A Critical Realist Approach. Passeron e Grignon Bourdieu. O poder simbólico Esquema. Exteriorizar=Tornar passado. Interiorizar = tornar o passado vivo-presente, i.e., existente. A variar a perspectiva pode se identificar ou não produção com reprodução. O juízo que reúne as duas pontas é abstrato, o processo concreto envolve rupturas com continuidades e continuidades através de rupturas. Bourdieu. As regras da arte Bourdieu. Seminário sobre o conceito de campo. Csordas.