Este texto foi escrito como pequeno ensaio final da disciplina de Sociologia do Trabalho, 2023, sob a supervisão do prof. M. Rombaldi
Gabriel Farias Pereira
Junho de 2024
Trabalho, cultura e política: dois passos para pesquisar com Bourdieu
Tal disposição, que mal podemos chamar de subjetiva, posto que ela é objetividade interiorizada e só pode constituir-se em condições de existência relativamente liberadas da urgência, depende, por sua vez, de toda a trajetória social. (Bourdieu, 1983, p. 85).
O encontro da teoria sociológica proposta por Pierre Bourdieu com o ramo da sociologia do trabalho pode parecer algo recente, dada a aparência e estabilização da recepção da obra de Bourdieu no campo da sociologia brasileira como uma sociologia da cultura strictu sensu. Nesse sentido, ocorre no Brasil uma transformação recente da prática sociológica fincada no estruturalismo genético proposto por P. Bourdieu. Como destacam Rombaldi e Tomizaki (2023):
a crescente superação do entendimento de que os postulados bourdieusianos estariam vinculados principalmente aos estudos da cultura tem contribuído, cada vez mais, para o desenvolvimento de um campo fértil as pesquisas voltadas a compreensão dos múltiplos fenômenos contemporâneos relativos as formas de trabalho instáveis, desprotegidas e, principalmente, resultantes da produção e reprodução de relações sociais desiguais.
Como tem notado trabalhos mais recentes que operam no sentido de uma anamnese da gênese dessa recepção (Rocha e Peters, 2020; Bortoluci, Jackson, Pinheiro Filho, 2015; Rombaldi e Tomizaki, 2023), trabalhos importantes em sociologia rural e sociologia do trabalho haviam sido realizados no Museu Nacional do Rio de Janeiro desde a década de 1970, vinculado atualmente a UFRJ, amparados nas inovações conceituais e metodológicas (Garcia Jr e Garcia Parpet, 2022; Lopes, 2023) propostas por Bourdieu em seus estudos sobre a guerra colonial, o processo de modernização forçada na Argélia e suas consequências “sociológicas” (Bourdieu, 2021; Rocha e Peters, 2020; Lopes,2023).
Nosso foco, aqui, não será apresentar as descobertas e as razões que esses pesquisadores e pesquisadoras tem encontrado para que o desenvolvimento da recepção da sociologia de Bourdieu no Brasil tenha adquirido tal sentido histórico, iremos unicamente refletir sobre as possibilidades de mobilização de seus instrumentos conceituais para pensar o conjunto de práticas que comumente1 designamos como compondo o mundo do trabalho. De acordo com nosso objetivo, iremos nos fiar em duas propostas e proposições (Lopes, 2023; Rombaldi e Tomizaki, 2023) para putting Bourdieu to work.
Primeiro passo: formas sociais e temporais.
Pensando as relações de transformação estruturais nos modos de viver de uma coletividade ocasionados por mudanças do sistema político, econômico ou cultural (ou nos três ao mesmo tempo), as pesquisas de Bourdieu na Argélia sob domínio colonial francês nos oferece intuições chaves tanto em termos de análise sociológica como de combinação de técnicas de pesquisa qualitativa e quantitativas. Não seria de surpreender que os primeiros usos do conceito de habitus remontam à tal conjuntura argelina ao observar os “efeitos subjetivos” da passagem de uma economia tradicional a uma economia de matriz capitalista que será analisada em função da transformação dos sistemas de referência das práticas dada a nova configuração das relações entre as classes e de suas frações com as novas condições de vida. Como descreveu Lopes (2023, p. 262): “quando o trabalho se reduz à sua função econômica, o trabalhador se vê em meio a uma “situação catastrófica”, geradora de condutas e atitudes dramáticas, quer se trate da engenhosidade do desespero ou da confiança nos encantos da magia”.
Tal dimensão de mudança das práticas econômicas expressa pela transformação dos significados do trabalho (Bourdieu e Sayad, 2017, p. 85) entre um modo de reprodução tradicional e um modo de reprodução capitalista foi uma das razões do convite feito a Bourdieu pelo instituto responsável pela produção dos dados estatístico na Argélia, o INSE. Seria de se observar que desde essas primeiras pesquisas de cunho “etnossociológicas” uma conjugação particular entre técnicas qualitativas e quantitativas já era operada em função do progresso da razão sociológica. Também nessa época é possível observar um trabalho reflexivo sobre as formas de classificações científicas (ou eruditas) e nativas que acompanharia Bourdieu e sua equipe em suas pesquisas futuras sobre múltiplos campos sociais (Duval, 2024, p. 17, 19).
A pesquisa da Argélia também foi o primeiro germe da consideração da dimensão espacial do mundo social e de suas causalidades específicas, pois, uma de suas bases analíticas eram as modificações na “política agrária que teve por finalidade transformar a propriedade indivisa dos bens individuais [rompendo com] o equilíbrio econômico cuja maior proteção era a propriedade tribal ou do clã” (Bourdieu e Sayad, 2017, p. 32). Durante os anos vividos nesse país do norte da África vários processos de realocamentos populacionais do rural ao urbano se processaram por imposição estatal ou por necessidades políticas e econômicas da população – dado o contexto de luta contra o colonialismo francês – gerando uma situação propícia para observação das contradições dos habitus não ajustados à economia monetária da cidade, quebrando a cumplicidade ontológica descrita da casa kabila (Peters, 2022, p. 1009) e propiciando as condições para uma “reinvenção criadora” nesta nova situação (Lopes, 2023, p. 248).
Sobre este tópico do espaço, na última década muitos estudos se acumulam sobre a dimensão espacial da produção e reprodução social em chave bourdieusiana (Fogle, 2011; Pereira, 2016; Peters, 2022; Wacquant, 2022) buscando tratar o espaço físico como mediado sociossimbolicamente e traduzindo, assim, diferenças objetivas da concentração de capitais entre classes e suas frações (Bourdieu, 1999, p. 162) e configurando uma particularização das estratégias de mobilidade social como deslocamento espacial, caracterizando a cidade, então, como uma arena de luta simbólica2 e lócus de ativação, transformação e aquisição de novas disposições (Wacquant, 2020, p. 58).
A continuidade da análise da adequação das disposições adquiridas em um modo de vida tradicional para um capitalista foi também expediente para a reflexão sobre as formas da experiência temporal dos grupos sociais em função de sua posição na hierarquia das classes de uma sociedade em transformação. Tal relação diferenciada com o tempo se assentava na combinação de um capital cultural incorporado e da posse de bens econômicos e exprimia por sua atualização em práticas de previsão, antecipação de custos, preparação e poupança uma homologia com as disposições ao cálculo econômico pressuposta por entusiastas do capitalismo como o “comportamento econômico racional”, imputando, assim, às outras formas de relação com o tempo que não se pautavam pela busca por maximização de lucro um caráter irracional ou atrasado. Logo, ao desvendar as condições sociais da ação econômica Bourdieu pôde observar a localização histórico-cultural do habitus econômico, apontando e explicando suas variações existente dentro de uma mesma unidade histórico-social. Se fica claro, assim, que em função da posição de classe podemos observar a ocorrência de múltiplas formas de relações com o tempo, disso concluímos que não só um mesmo momento histórico-social comporta múltiplas temporalidades como entre elas se estabelece uma hierarquia correspondente às suas condições sociais de possibilidade, pois, o mundo social devido a sua natureza relacional põe essas partes em jogo e os vencedores serão aqueles mais instrumentados para garantir a reprodução e ampliação de seu poder no tempo e sobre o tempo3 (Bourdieu, 2020).
Desse modo, fica claro que para execução de um estudo empírico sobre as relações de poder entretidas entre classes ou grupos sociais, as considerações e atitudes em relação ao tempo (reflexão sobre o passado, planejamento do futuro, contabilidade de gastos, devaneios, resignação ou revolta e ante sua situação etc.) não só devem ser procuradas e tematizadas como devem funcionar como indícios da estrutura da sociedade que se estuda, isto é, das tendências de seu desenvolvimento ao longo do tempo e do seu movimento pelo espaço social em seus múltiplos modos de realização.
Segundo passo: o trabalho como microcosmos
Seguindo essa trilha que relaciona as práticas mais variadas com as posições sociais que se ocupou e ocupa através da interiorização dessas posições como disposições, i. e., como processos socializadores que forjam os esquemas práticos e avaliativos, pode-se pesquisar o mundo do trabalho em sua lógica e diferenciação interna, compreendendo-se as hierarquias que cada nicho laboral produz para seu funcionamento e as formas de interdependência e dominação que ocorrem no interior de cada local de trabalho, considerando também os atores que transcendem a inserção imediata nesse campo como as confederações de patrões, associações e sindicatos de trabalhadores, órgãos estatais produtores de regulamentos, movimentos sociais etc. Como M. Quijoux destaca:
“o mundo do trabalho em Bourdieu não é apenas a extensão de um habitus e de uma condição de classe e, em efeito, de reprodução social: como campo, ele é um espaço dinâmico no qual diferentes agentes – principalmente sindicatos e empregadores – se opõem e tentam impor suas [próprias] definições [das disputas em jogo]” (Quijoux, 2021, p. 232).
As relações entre o habitus – entendido como sistema de disposições duráveis e transponíveis ou como “o aspecto do capital que está encarnado” (Bourdieu, 2021, p. 422) – e campo – como sistema de posições objetivadas – podem servir como hipóteses para pesquisar os processos de formação das disposições (intelectuais, morais, físicas, estéticas) solicitadas para atuação em formas particulares de trabalho com a observação da trajetória do indivíduo (ou grupo estudado), i.e., no nível diacrônico (Rombaldi e Tomizaki, 2023, p. 730) e para entender os processos de consolidação das próprias posições, das fronteiras estatuárias e das disputas em torno dessas no nível sincrônico (ibid). A consideração da posição atualmente ocupada por qualquer ente, nessa direção, deve ser determinada em função da trajetória social na qual tal representação sociológica do presente espaço de ação (produzida por técnicas qualitativas ou quantitativas) é um momento de um movimento global onde a posição atualmente vivida só é plenamente compreensível em função do “sentido da trajetória social” (Bourdieu apud Rombaldi e Tomizaki, 2023, p.730).
Essas formulações analíticas são importantíssimas já que obrigam a cientista a uma historicização do ponto (posição) ocupado pelo agente dentro de um espaço social como do seu ponto de vista sobre esse mesmo espaço – e, consecutivamente, sobre outros pontos de vistas, i.e., outros agentes. As tomadas de posição (discursos, obras culturais, gostos individuais ou coletivos, movimentos corporais institucionalizados, opiniões e atitudes políticas) que observamos e da qual partirmos para desvelar a estrutura objetiva do espaço social sempre fazem essa consideração de maneira não-consciente dado o caráter essencialmente distintivo das práticas sociais.
A última contribuição que iremos destacar é a da teoria das classes de Bourdieu (Bertoncelo, 2013; Bourdieu 2013; Wacquant, 2013). Inspirada por uma concepção altamente relacional do mundo social, evita tanto a definição das classes por uma ou por um conjunto de propriedades como também não a destituindo de existência quando ela não é reconhecida ou enunciada pelos agentes sociais, uma sociedade ou “a ordem social
não se forma a partir das ordens individuais, como se fora resultado da votação ou preço de mercado” (Bourdieu, 2013, p.109). A prova sociológica contra essa concepção construcionista (ou individualista) é dada por Bourdieu através de operações que nos remetem à gênese dessas formas de classificação, i. e., ao processo de incorporação de tais esquemas nos fazendo (re)lembrar que seus efeitos (os atos judicativos, classificatórios ou volitivos) apontam a posição social de quem os produziu (ibid., p. 112). Dialeticamente, as práticas classificatórias classificam o agente classificador.
Porém, é no livro A Distinção (2007) que Bourdieu dá uma formulação que permite uma subversão dos esquemas de pensamento mais substancialistas em voga nas ciência sociais quanto ao problema das classes, ao conceber que “a classe é [...] definida pela estrutura das relações entre todas a propriedades pertinentes que confere seu valor próprio a cada uma delas e aos efeitos que ela exerce sobre as práticas” (Bourdieu 2007, p. 101), deslocando a ênfase de propriedades compreendidas individual ou unidimensionalmente – como naquelas análises estatísticas que nos recomendam medir a influência de uma variável independente (ibid., p. 100) – para a sistematicidade das relações entre grupos diferencialmente distribuídos em função de múltiplas formas de capital (propriedades) que se emaranham em seus efeitos. Bourdieu, assim, reclama para uma análise de classes uma concepção de causalidade estrutural na qual “através de cada um dos fatores exerce-se a eficácia de todos os outros, de modo que a multiplicidade das determinações conduz não à indeterminação, mas à sobredeterminação” (ibid., p. 101).
Com essa última consideração sobre as classes sociais concluímos esses dois passos para reflexão e pesquisa sobre o tema e os impactos do trabalho desde o arcabouço conceitual proposto por Pierre Bourdieu. Também não esgotamos claramente todas as pesquisas do autor que versam sobre o tema ou que trariam colaborações analíticas para ele nem mesmo nos estendemos sobre uma ampla gama de pesquisas inspiradas nas questões que sua teoria disposicional do social propõe. Frisamos, de acordo com nossa expectativa inicial, explicitar certos passos metodológicos e o tratamento de temas caros à reflexão sociológica ao longo de sua obra (transformações dos modos de reprodução social e suas consequências, a experiência e produção das formas temporais e espaciais da vida social, o significado das práticas, a concepção de trabalho como microcosmos e a concepção relacional das classes sociais). Como esperamos ter esclarecidos, a forma de conceber o mundo social proposto por Bourdieu enriquece nossa concepção de várias esferas da vida social demonstrando tanto a sua complexificação interna como suas semelhanças estruturais, respeitando as dimensões gerais e particulares das práticas e dos seus modos de interdependência.
NOTAS
Bibliografia
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